Quem foi João Batista

by março 29, 2018 0 comentários


Quem foi João Batista? De onde ele era? Como o seu nome pôde atravessar os séculos e ser lembrado ainda hoje? Qual a importância dos feitos de João para nós hoje? Esses e outros questionamentos serão respondidos ao longo deste post.
Sem dúvida, o nome do profeta João Batista é bem conhecido no Ocidente. Quem não conhece alguém com esse nome? No entanto, os seus feitos não são tão conhecidos quanto o seu nome.
João Batista, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, morava em uma região chamada Judeia, controlada pelo Império Romano. Viveu na época de Jesus Cristo (século I), porém nasceu antes dele. Uma diferença de meses. Alguns estudiosos sugerem até que eles poderiam ser primos. Mas o certo mesmo é que a mãe de Jesus conhecia muito bem a mãe de João, inclusive, Maria visitou Isabel quando ambas estavam grávidas.
O surpreendente nessa visita é que quando Isabel ouviu a voz de Maria, no mesmo instante, João se agitou de tal forma na barriga que a mãe ficou muito alegre. Portanto, desde quando Jesus e João estavam na barriga da mãe, já tinham uma ligação muito forte. Mas o que João tem a ver com Jesus? Respondo depois.
Tanto João quanto Jesus eram judeus, mas de tribos diferentes. João pertencia a uma família sacerdotal, da tribo de Levi, e Jesus pertencia à tribo de Judá. Seguindo a tradição familiar, João deveria ser preparado para ser um sacerdote, como seu pai. Um sacerdote tinha muito prestígio diante da sociedade judaica naquela época. João se tornou sim um sacerdote, mas não segundo a tradição da época. Talvez por causa da missão que Deus havia preparado pra ele, João seguiu um caminho diferente.
Morou no deserto, alimentava-se de gafanhoto e mel silvestre, não tomava bebida forte, não era visto em baquetes. Apesar de ter a simpatia do povo e até de governadores, como Herodes, João não frequentava palácios e provavelmente não tinha posses. 
Esse estilo de vida que João praticava era comum entre alguns judeus, principalmente aqueles que pertenciam a um grupo chamado de essênios, que não se misturavam com os demais judeus e tinham uma vida ascética. Apesar das práticas de João se assemelhar às desse grupo, ele não vivia isolado, uma vez que constantemente falava da Palavra de Deus junto ao povo.
Os registros históricos dos evangelhos não revelam com quantos anos João começou a exercer o seu ministério. O fato é que esses registros dizem apenas que João começou a pregar e batizar às margens do Rio Jordão, e que muitas pessoas vinham até ele ouvir a mensagem que pregava. João ficou tão famoso por causa das suas pregações e do seu batismo que logo ficou conhecido como João Batista, ou seja, João aquele que batiza. Portanto, a palavra "Batista" é derivada de batismo.
         As palavras de João eram duras, e não agradava a todas as pessoas. Ele dizia que elas tinham de se arrepender dos seus pecados por que era chegado o Reino de Deus. João também criticava muitas coisas erradas daquela época. Criticou duramente o governador da Galileia, Herodes, e por isso acabou preso. A mensagem principal de João. no entanto, era anunciar que o governo do Messias estava começando. Ele sabia muito bem quem era o Messias: Jesus.
         Mas quem informou a João que Jesus, seu conhecido e provavelmente amigo de infância, era o Messias? As escrituras antigas dos Judeus, conhecidas hoje por Velho Testamento, falavam da vinda de um Messias, porém não diziam que ele era. Só havia uma maneira de João obter essa informação e acreditar nela: através do Espírito Santo.
         Acredito que o Espírito Santo revelou a João não apenas quem era o messias, mas também como ele deveria anunciar para as pessoas que Jesus era o Messias, o Cristo de Deus. Por isso que João não trilhou o mesmo caminho que seu pai. Ele tinha uma revelação especial que nenhum homem teve até aquele momento.
         Mas por que Deus precisava de uma homem pra falar sobre seu Filho? Jesus era poderoso. Muito mais do que João. Jesus podia atrair as multidões por conta de seus milagres e grande conhecimento.
A atuação de João Batista cumpria uma antiga profecia registrada no livro de um profeta judeu chamado Malaquias (4:5-6). Segundo a profecia, ante da aparição do messias, Deus enviaria um grande profeta para prepara o caminho. João conhecia muito bem essa profecia, assim como muitos judeus também a conhecia, no entanto, a João foi revelado que ele era esse profeta. João também creditava a ele uma profecia registrada no livro do profeta Isaias (40:3) que dizia Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Ele considerava a sim mesmo como essa “voz” relata na profecia. O Próprio Jesus também afirmou que João era essa “voz que clama” mencionada na profecia e afirmou categoricamente que João era profeta. O autor do livro de Mateus (11:11) registrou a seguinte declaração de Jesus a respeito de João: entre os nascidos de mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista.
         Outro fato importante que devemos considerar era que as multidões que ouviam João acreditavam que ele era profeta e que as palavras dele eram palavras dadas por Deus. Se Jesus dissesse que era profeta não teria tanta credibilidade quanto João, porque Jesus não era da família sacerdotal, mas João o era.
         Quando João apontava pra Jesus e dizia que ele era o messias os judeus acreditavam, porque acreditavam que João era profeta. Não é por acaso que os primeiros discípulos de Jesus eram inicialmente discípulos de João, e passaram a seguir Jesus por que João declarou que ele é o cordeiro que tira o pecado do mundo, portanto, messias chamado Cristo.
         Não se sabe ao certo quanto tempo durou a missão de João. Quando ele foi preso Jesus já estava bem conhecido na região da Judeia e da Galileia, que era onde João pregava. Ele chegou a enviar dois de seus discípulos para interrogar Jesus se ele era de fato o Messias. Jesus provou que era o messias ao fazer vários milagres. Essa foi a resposta que os discípulos de João levaram: que Jesus estava fazendo muitos milagres e sinais; somentente messias, portanto, tinha tal autoridade.
         João Batista foi morto por que falava a verdade, doa a quem doesse. Não fazia discurso leve para uns e outros não. O próprio governador da Galiléia, Herodes, foi acusado por João de estar cometendo um grave pecado: casar-se com a mulher do seu irmão, Felipe.
         Não satisfeita com a denúncia, Herodias – a tal mulher –, tramou o assassinato de João no dia em que o governador promoveu uma festa em comemoração de seu aniversário. O escrito (mateus 14) que registrou o ocorrido declara que
a filha de Herodias dançou para ele e para os seus convidados e agradou muito a Herodes. Herodes, então, prometeu-lhe com juramento dar-lhe qualquer coisa que ela pedisse.  Mas a moça, instigada por sua mãe, pediu-lhe:
—Eu quero que o senhor me dê a cabeça de João Batista num prato.
 Herodes ficou muito triste, mas por causa do juramento que tinha feito diante de seus convidados, determinou que dessem à moça o que ela tinha pedido, e mandou que cortassem a cabeça de João Batista na prisão.  A cabeça de João foi levada num prato e entregue à jovem que, por sua vez, a entregou à mãe. 
Mas o que a vida do profeta João tem a ver com os cristãos de agora? Além de ser um elemento chave no entendimento da missão de Jesus Cristo, a vida do profeta João é um exemplo de coragem e também de submissão à vontade de Deus. A atuação de João é um testemunho de que a verdade das escrituras é para todos, independentemente de sua condição social. Ela nos revela também que pessoas justas e temente a Deus podem sofrer perseguição por falarem a verdade das escrituras.




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