Quem foi João Batista? De onde ele era?
Como o seu nome pôde atravessar os séculos e ser lembrado ainda hoje? Qual a
importância dos feitos de João para nós hoje? Esses e outros questionamentos serão respondidos ao longo deste post.
Sem dúvida, o nome do profeta João
Batista é bem conhecido no Ocidente. Quem não conhece alguém com esse nome? No
entanto, os seus feitos não são tão conhecidos quanto o seu nome.
João Batista, filho do sacerdote
Zacarias e de Isabel, morava em uma região chamada Judeia, controlada pelo
Império Romano. Viveu na época de Jesus Cristo (século I), porém nasceu antes
dele. Uma diferença de meses. Alguns estudiosos sugerem até que eles poderiam
ser primos. Mas o certo mesmo é que a mãe de Jesus conhecia muito bem a mãe de
João, inclusive, Maria visitou Isabel quando ambas estavam grávidas.
O surpreendente nessa visita é que
quando Isabel ouviu a voz de Maria, no mesmo instante, João se agitou de tal
forma na barriga que a mãe ficou muito alegre. Portanto, desde quando Jesus e
João estavam na barriga da mãe, já tinham uma ligação muito forte. Mas o que
João tem a ver com Jesus? Respondo depois.
Tanto João quanto Jesus eram judeus,
mas de tribos diferentes. João pertencia a uma família sacerdotal, da tribo de
Levi, e Jesus pertencia à tribo de Judá. Seguindo a tradição familiar,
João deveria ser preparado para ser um sacerdote, como seu pai. Um sacerdote
tinha muito prestígio diante da sociedade judaica naquela época. João se tornou
sim um sacerdote, mas não segundo a tradição da época. Talvez por causa da missão
que Deus havia preparado pra ele, João seguiu um caminho diferente.
Morou no deserto, alimentava-se de
gafanhoto e mel silvestre, não tomava bebida forte, não era visto em baquetes.
Apesar de ter a simpatia do povo e até de governadores, como Herodes, João não
frequentava palácios e provavelmente não tinha posses.
Esse estilo de vida que João praticava era
comum entre alguns judeus, principalmente aqueles que pertenciam a um grupo
chamado de essênios, que não se misturavam com os demais judeus e tinham uma
vida ascética. Apesar das práticas de João se assemelhar às desse grupo, ele
não vivia isolado, uma vez que constantemente falava da Palavra de Deus junto
ao povo.
Os registros históricos dos evangelhos
não revelam com quantos anos João começou a exercer o seu ministério. O fato é que
esses registros dizem apenas que João começou a pregar e batizar às margens do
Rio Jordão, e que muitas pessoas vinham até ele ouvir a mensagem que pregava.
João ficou tão famoso por causa das suas pregações e do seu batismo que logo
ficou conhecido como João Batista, ou seja, João aquele que batiza. Portanto, a
palavra "Batista" é derivada de batismo.
As
palavras de João eram duras, e não agradava a todas as pessoas. Ele dizia que elas
tinham de se arrepender dos seus pecados por que era chegado o Reino de Deus.
João também criticava muitas coisas erradas daquela época. Criticou duramente o
governador da Galileia, Herodes, e por isso acabou preso. A
mensagem principal de João. no entanto, era anunciar que o governo do Messias estava
começando. Ele sabia muito bem quem era o Messias: Jesus.
Mas
quem informou a João que Jesus, seu conhecido e provavelmente amigo de
infância, era o Messias? As escrituras antigas dos Judeus, conhecidas hoje por
Velho Testamento, falavam da vinda de um Messias, porém não diziam que ele era.
Só havia uma maneira de João obter essa informação e acreditar nela: através do
Espírito Santo.
Acredito
que o Espírito Santo revelou a João não apenas quem era o messias, mas também como
ele deveria anunciar para as pessoas que Jesus era o Messias, o Cristo de Deus.
Por isso que João não trilhou o mesmo caminho que seu pai. Ele tinha uma
revelação especial que nenhum homem teve até aquele momento.
Mas
por que Deus precisava de uma homem pra falar sobre seu Filho? Jesus era
poderoso. Muito mais do que João. Jesus podia atrair as multidões por conta de
seus milagres e grande conhecimento.
A atuação de João Batista cumpria uma
antiga profecia registrada no livro de um profeta judeu chamado Malaquias
(4:5-6). Segundo a profecia, ante da aparição do messias, Deus enviaria um grande
profeta para prepara o caminho. João conhecia muito bem essa profecia, assim
como muitos judeus também a conhecia, no entanto, a João foi revelado que ele
era esse profeta. João também creditava a ele uma profecia registrada no livro
do profeta Isaias (40:3) que dizia Voz do
que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus. Ele considerava a sim mesmo como essa “voz”
relata na profecia. O Próprio Jesus também afirmou que João era essa “voz que
clama” mencionada na profecia e afirmou categoricamente que João era profeta. O
autor do livro de Mateus (11:11) registrou a seguinte declaração de Jesus a
respeito de João: entre os nascidos de
mulher não surgiu ninguém maior do que João Batista.
Outro
fato importante que devemos considerar era que as multidões que ouviam João
acreditavam que ele era profeta e que as palavras dele eram palavras dadas por
Deus. Se Jesus dissesse que era profeta não teria tanta credibilidade quanto
João, porque Jesus não era da família sacerdotal, mas João o era.
Quando
João apontava pra Jesus e dizia que ele era o messias os judeus acreditavam,
porque acreditavam que João era profeta. Não é por acaso que os primeiros
discípulos de Jesus eram inicialmente discípulos de João, e passaram a seguir
Jesus por que João declarou que ele é o
cordeiro que tira o pecado do mundo, portanto, messias chamado Cristo.
Não
se sabe ao certo quanto tempo durou a missão de João. Quando ele foi preso Jesus
já estava bem conhecido na região da Judeia e da Galileia, que era onde João pregava. Ele
chegou a enviar dois de seus discípulos para interrogar Jesus se ele era de fato o
Messias. Jesus provou que era o messias ao fazer vários milagres. Essa foi a
resposta que os discípulos de João levaram: que Jesus estava fazendo muitos
milagres e sinais; somentente messias, portanto, tinha tal autoridade.
João
Batista foi morto por que falava a verdade, doa a quem doesse. Não fazia discurso
leve para uns e outros não. O próprio governador da Galiléia, Herodes, foi
acusado por João de estar cometendo um grave pecado: casar-se com a mulher do
seu irmão, Felipe.
Não
satisfeita com a denúncia, Herodias – a tal mulher –, tramou o assassinato de
João no dia em que o governador promoveu uma festa em comemoração de seu aniversário.
O escrito (mateus 14) que registrou o ocorrido declara que
a filha de Herodias dançou para
ele e para os seus convidados e agradou muito a Herodes. Herodes, então, prometeu-lhe com juramento
dar-lhe qualquer coisa que ela pedisse. Mas a moça, instigada por sua mãe, pediu-lhe:
—Eu quero que o senhor me dê a
cabeça de João Batista num prato.
Herodes ficou muito triste, mas por causa do
juramento que tinha feito diante de seus convidados, determinou que dessem à
moça o que ela tinha pedido, e mandou que
cortassem a cabeça de João Batista na prisão. A cabeça de João foi levada num prato e entregue
à jovem que, por sua vez, a entregou à mãe.
Mas o que
a vida do profeta João tem a ver com os cristãos de agora? Além de ser um
elemento chave no entendimento da missão de Jesus Cristo, a vida do profeta
João é um exemplo de coragem e também de submissão à vontade de Deus. A atuação
de João é um testemunho de que a verdade das escrituras é para todos, independentemente
de sua condição social. Ela nos revela também que pessoas justas e temente a
Deus podem sofrer perseguição por falarem a verdade das escrituras.


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