Paulo Borges Jr.
João 3 – “Digo-lhe a Verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da Água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito”.
INTRODUÇÃO:
A revelação e materialização da Vontade Eterna de Deus se dão na medida em que Seu Espírito Santo se move. É Ele Quem garante que, no fim, tudo será conforme foi estabelecido desde o princípio. Nele está a revelação e o conhecimento de onde vem e para onde vai. De tal modo que, só vai para Deus o que vem de Deus.
Antes de considerarmos sobre a obra e ministério do Espírito Santo em nossa vida, temos que meditar sobre alguns conceitos que, se mal entendidos, podem comprometer nossa compreensão sobre o seu verdadeiro significado.
1- Conceito – Pecado É comum pensarmos que pecado é algo errado que fazemos, e muitas vezes não nos apercebemos de que se trata de algo que está muito além de definir se uma determinada ação está certa ou errada. Na verdade, podemos fazer coisas erradas que não são pecado, são apenas erros. Ou, o que é pior, podemos estar fazendo coisas certas achando que são santas e, no entanto, estarmos pecando:
“Mas aquele que duvida é condenado até no comer, porque não come com fé; e tudo o que não provém da fé é pecado”. Romanos 14:23
O pecado, antes de ser o que fazemos, está naquilo que orienta e define o que vamos fazer. Pecado é tudo o que fazemos, de certo ou errado, sem a orientação de Deus. É qualquer ação que contempla o nosso próprio interesse, em detrimento do interesse maior da vontade eterna de Deus para nossa vida. O pecado está na presunção de que podemos definir nosso próprio caminho, que temos virtude e bondade suficientes para julgar o que seja melhor. Tem a ver com autonomia. É não discernir o todo. É fazer da parte uma coisa em si mesma.
O homem pecou quando rompeu com o propósito de Deus e estabeleceu seus próprios critérios para a vida, ainda que Deus estivesse incluído neles. Quando o homem pecou, não o fez porque excluiu Deus da sua vida. Ele apenas tirou Deus da origem e colocou no fim, como se pudesse alcançar Deus sem ser orientado por Ele. Como se Deus pudesse fazer parte da nossa vida a qualquer momento que precisássemos Dele. Deus deixou de ser Quem o orientava e passou a ser Quem o ajudava ou que contemplava seus esforços. Portanto, não pecamos apenas quando fazemos alguma coisa contrária a Deus. Podemos, também, pecar quando fazemos algo que “pensamos” que nos levará a Deus. O homem pecou porque deixou de ter Deus como a origem do seu pensamento e vontade, e passou a ter Deus como a sua pior cobiça. Passou a ser o Deus que está no fim, que vai dar o homem acha que merece. Esse pensamento e motivação nos colocou em desarmonia com todo o propósito de Deus, em conflito com o Seu plano eterno. Um plano de Amor que nos torna participantes da Sua natureza, que permite que partilhemos dos Seus mistérios. Qualquer ação que não está em harmonia com essa vontade eterna de Deus de revelar e compartilhar Seu Amor, não importando se seja certa ou errada, é pecado, porque não é uma boa ação. Tudo o que não está em comunhão com o Amor de Deus é pecado. Nenhuma ação é boa se não contempla o todo de Deus. Sendo assim, não pecamos apenas quando fazemos algo “errado”, mas pecamos quando fazemos qualquer coisa sem a devida orientação de Deus, qualquer coisa que não esteja em harmonia com o Seu plano eterno de, através de nossas ações, revelar Seu Amor. Jesus Cristo é o Nosso único e suficiente Salvador, porque é Ele Quem nos revela Todo o desígnio de Deus para a vida do homem. Ele perdoa todos os pecados que cometemos por conta da nossa ignorância, da nossa presunção e soberba. É o Nosso Salvador porque é o Nosso Senhor, cumprindo e revelando todo o propósito de Deus, pois é a Perfeita Imagem de Deus, o Homem de estatura plena. Nele temos a Plena Revelação do que é ser totalmente harmonizado com a Vontade de Deus. Então, Ele não nos salva apenas porque resolve os problemas que não conseguimos resolver, mas porque nos revela todo propósito de Deus. Ele nos mostra de forma objetiva o que é ser alguém totalmente guiado por Deus em tudo o que pensa e faz. Alguém totalmente submisso ao Amor de Deus. Jesus Cristo é o Nosso único Senhor, porque é Ele Quem nos guia pelo Caminho que nos conduz ao destino que Deus estabeleceu para nós desde o princípio. Sua obra de salvação está no fato de que aquilo que Ele nos revela assume o controle do nosso entendimento. A Sua revelação ilumina a noite da nossa ignorância e passamos a viver conforme o “Sol da Sua Justiça”. Nossa vida se torna um dia que vai clareando até se tornar um dia
perfeito, onde não há mais lugar para as trevas. O Eterno Propósito de Deus é, então, o Senhor do nosso entendimento e, consequentemente, das nossas ações. Ao se revelar o Cristo, o Filho de Deus, Jesus nos dá a imagem perfeita de Deus. Até então não tínhamos essa imagem, porque estávamos acostumados a ver Deus apenas como sendo um deus. Não o conhecíamos pela Sua Natureza e Propósito, mas apenas pelo Seu poder. Alguém que poderia nos dar o que queríamos se fizéssemos o que Ele queria. Uma relação de troca em que Deus entrava no fim de nossos planos, apenas para nos recompensar. Jesus Cristo nos revelou Sua Verdadeira Identidade, o Pai. Que Seu propósito não estava em formar um séquito de admiradores, mas uma Família de Filhos e Filhas. Que Seu desejo não era de ser reconhecido pelo Seu poder, mas conhecido pelo Seu Amor. Ele revelou que o “desejo” mais profundo do coração de Deus, desde a eternidade, sempre foi se assentar com Seus filhos ao redor da mesa e compartilhar com eles o Seu Pão. Todos os que creem em Cristo recebem o poder de viver segundo esse entendimento, de partilhar essa convicção, de que somos filhos de Deus e comungamos a Sua mesa, de que partilhamos os segredos do Seu coração, estamos harmonizados com a Sua Vontade. Todos os que creem em Cristo podem ser como Ele, guiados pela mesma vontade que guiava o Seu coração. Não querer uma vida segundo uma vontade própria, autônoma. Mas, desejar de todo coração que toda a vontade de Deus se revele através daqueles que são os Seus filhos. Que o Seu Amor seja conhecido através da Sua Família. Quem torna possível esse conhecimento é o Espírito de Deus, o Espírito Santo. Ele é Deus e conhece e partilha toda a vontade e propósito de Deus. Deus é Espírito e só pode ser perfeitamente conhecido espiritualmente. Sem a presença e ministério do Espírito Santo, Deus pode ser reconhecido como Deus, pelo Seu poder, mas não pode ser conhecido como Pai, pelo Seu Amor. Sem o Espírito Santo, Deus pode ser louvado pelo Seu poder, mas não pode ser Adorado pelo Seu Amor. Sem o Espírito Santo podemos reconhecer o que Deus pode e faz, mas não podemos comungar, partilhar de Quem Ele é. Toda a obra e sacrifício de Cristo foram para que, ao fim, pudéssemos receber o mesmo Espírito que estava Nele, o Espírito de Deus, o Espírito Santo. De tal forma que, agora, todos os que creem na Sua Palavra e na eficácia dessa oferta e sacrifício em favor daqueles que são Seus irmãos, desde a eternidade, possam receber o mesmo Espírito que estava Nele. Assim como Ele é, são todos os que creem Nele. Todos os que creem são filhos de Deus como Ele é Filho de Deus. Tudo o que Ele fez foi para que a Vontade Eterna de Seu Pai, de gerar outros filhos, de formar uma família de filhos como Ele, fosse realizada. Ele deu a vida que era só Dele, pois era o Unigênito de Deus, em favor de Seus irmãos, tornando- se o Primogênito, o primeiro de muitos outros como Ele:
“Todos que O receberam, aos que creram em Seu nome, deu-lhes o poder de serem chamados filhos de Deus, os quais não nasceram por descendência natural, nem pela vontade da carne nem pela vontade de algum homem, mas nasceram de Deus. Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a Sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade... Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça... Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, O tornou conhecido”. João 1
“... estávamos mortos em nossos pecados e delitos, nos quais andamos outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre eles todos nós antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos. E éramos por natureza filhos da ira...”. Efésios 2
A espiritualidade gerada pelo próprio homem é vazia e sem significado; e seu esforço de alcançar os céus, firmado apenas na sua capacidade e desejo, é vão. Essa espiritualidade que objetiva apenas produzir em nós a sensação da divindade – de que chegamos lá, é mal gerada e maligna. Ela não permanece, por mais consistente e convincente que possa parecer. O seu resultado é a total confusão de todas as partes, de modo que ninguém se entende, ocupados, cada um, em falar sua própria língua e buscar seu próprio interesse. O espiritualismo humano é um arremedo de espiritualidade autêntica, mas carregado de cobiça, individualismo e vaidade, e que se limita apenas ao que é aparente. Um tipo de atividade carregada de religiosidade que nos afeta apenas no âmbito das emoções, mas não é capaz de transformar nossa consciência de Deus, de nós mesmos e dos outros. É o “desejo de alcançar o céu”, de chegar ao divino, através do esforço baseado em nossas capacidades. Uma certa percepção de Deus, mas que está colocada no fim dos nossos esforços e não na origem dos nossos motivos. Poderíamos chamar esse estado de espiritualismo de “Babel espiritual”. Jesus Cristo não é o Salvador da nossa circunstância, da nossa situação. Ele é o Nosso Salvador porque é o Salvador da nossa condição. Ele nos introduz em um novo nível de percepção e entendimento da nossa própria vida e do seu propósito. Nele temos a revelação de qual é a nossa origem e qual o nosso verdadeiro destino. Por isso, Ele é o Princípio e o Fim, o Alfa e o Ômega, o Autor e o Consumador da nossa Fé. A nossa Fé não é projetada para Ele como se Ele fosse atender nossas expectativas, nossa Fé é gerada Nele pelo que Dele se revela a respeito de Nosso Pai e de Seu propósito para nós. Somos salvos por Ele na medida em que vamos compreendendo quem de fato somos em Cristo e o que Deus quer revelar a respeito de Si mesmo através de nós:
“Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam”. I Pedro 2
Jesus não é Nosso Salvador porque nos salva dos outros para nós mesmos. Jesus é Nosso Salvador porque nos salva de nós mesmos para os outros. Em Cristo temos a salvação de uma vida sem propósito para uma vida de propósito, de uma vida perdida para uma vida com destino. Ele nos salva de vagarmos como andarilhos de qualquer caminho para sermos peregrinos do Único Caminho. Quem realiza essa obra de transformação é o Espírito de Deus – o Espírito Santo. É Ele Quem nos harmoniza com a Vontade Eterna de Deus. Ele é o Espírito Santo, o Espírito Santo porque é Quem garante que tudo será exatamente como Deus determinou que seja, que não haverá mudança no propósito de Deus. Ele faz com que tudo se mova na direção que Deus determinou. È o “sopro de Deus” sobre toda a criação, de modo que orienta todas as coisas na direção estabelecida por Deus. Quando Deus falou no princípio da criação, era o Seu Espírito se movimentando, o vento de Deus soprando e realizando a Sua Vontade:
“No princípio Deus criou os céus e a terra. Era a terra sem forma e vazia; trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. Disse Deus: Haja luz, e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas”. Genesis 1
A revelação e materialização da Vontade Eterna de Deus se dão na medida em que Seu Espírito Santo se move. É Ele Quem garante que, no fim, tudo será conforme foi estabelecido desde o princípio. Nele está a revelação e o conhecimento de onde vem e para onde vai. De tal modo que, só vai para Deus o que vem de Deus. O pecado foi o resultado de se pensar que poderíamos chegar a Deus sem sermos nascidos de Deus. A falsa ideia de que aquilo que começa no homem pode terminar em Deus.
1. O MINISTÉRIO DA REGENERAÇÃO.
Éramos filhos de homem gerados em natureza terrena, com aquilo que era da terra. Agora, somos filhos de Deus, gerados de substância divina e trazemos a
revelação das coisas celestiais. Quem opera essa transformação de natureza e identidade é o Espírito de Deus.
Crer em Cristo é ser “batizado”, ser introduzido, em uma nova consciência de Identidade, Natureza e Propósito. É receber da parte de Deus, o Pai, o testemunho de que somos os Seus Filhos gerados a partir da oferta e sacrifício de Seu Filho Primogênito no princípio. Quem opera essa transformação de natureza e identidade é o mesmo Espírito de Deus que gerou Cristo em carne. É crer que Aquele mesmo poder que se movimentou através de um ser humano gerando um Filho de Natureza Divina é o poder que, agora, se movimenta através de nós gerando filhos e filhas de Deus. O mesmo Espírito de Deus, o Espírito Santo, que testemunhava em Jesus e a respeito de Jesus é o mesmo Espírito que está também em nós. Ele nos concede uma nova natureza. Somos por Ele gerados de substancia espiritual e não terrena. Éramos filhos de homem gerados em natureza terrena, com aquilo que era da terra. Agora, somos filhos de Deus, gerados de substância divina e trazemos a revelação das coisas celestiais. Desde modo, a nossa espiritualidade não consiste em espiritualizar nossa condição humana, mas em traduzir de forma humana a nossa nova condição em Cristo. Não temos as coisas celestiais como expectativa, mas como convicção. Somos outra pessoa, diferente em natureza e entendimento do que éramos antes. Pela ação do Espírito Santo em nós, compreendemos a vida com outra perspectiva. Nossas motivações e nossas prioridades são outras, porque, agora, compartilhamos o que está no coração de Deus. A nossa vida espiritual é a expressão desta nova natureza e deste novo entendimento. Passamos a compreender que nossa condição espiritual não é o prêmio pelos nossos esforços. Mas, nossos esforços agora são a expressão da nova consciência que temos a respeito da condição espiritual da qual partilhamos. A certeza de que essa nova identidade é o fruto germinado a partir da semente incorruptível da Palavra Viva de Deus – Cristo, que pela ação eficaz do Espírito Santo é formado em nós. É ser “re-generado”, gerado de novo, pela comunicação das virtudes de Deus a nós, segundo Sua Graça, ao crermos nas Suas promessas reveladas e encarnadas em Cristo Jesus. É a expressão visível da operação do poder de Deus tornando-nos Seus filhos por adoção. Quando buscamos apenas uma experiência com o poder de Deus, mas não uma vivência com a Sua Natureza, podemos nos limitar a algo “extra-ordinário”. Essa busca por experiências com o poder, mas não pelo conhecimento de Deus, pode nos limitar a uma dimensão menor da relação. Podemos nos contentar em ter a situação mudada, mas não a condição transformada. Sermos abençoados pelo poder do divino, mas não transformados pelo conhecimento da Vontade do Pai.
A essência dessa Identidade Espiritual é a sua condição sobrenatural. Não se trata daquela forma de espiritualismo que operava apenas o extraordinário. Algo que é impressionante à vista, mas não é capaz de transformar a natureza humana. Essa forma de espiritualismo extraordinário pode até mudar algumas circunstâncias, práticas e comportamentos, mas não é capaz de dar um novo coração àqueles que o buscam. Na medida em que a nossa natureza vai sendo transformada e desenvolvida, aquelas realidades espirituais invisíveis e misteriosas, vão se tornando visíveis e compreensíveis. O que era absurdo e incompreensível à mente humana, passa a fazer sentido, e a ser determinante na formação de novos valores e a referendar uma nova maneira de agir. Portanto, não é o que fazemos que vai nos tornar cristãos melhores, mas a consciência de que somos filhos de Deus que nos fará agir melhor, como verdadeiros cristãos – filhos de Deus. Crer na obra da Regeneração pelo Espírito Santo nos leva a uma dimensão maior, a um caminho e pensamento mais altos do que os nossos pensamentos e caminhos naturais. Dá-nos a certeza de que a natureza divina é comunicada a nós pelo Espírito Santo, e que essa natureza vai assumindo controle sobre a sua natureza humana. A presença do Espírito de Deus em nós vai formando em nós o caráter de Cristo; num processo totalmente “sobre-o-natural”. Essa elevação do pensamento, da compreensão, do entendimento não nos torna vaidosos, presunçosos, ou arrogantes espiritualmente. Pelo contrário, nos tornará mais humildes e mais quebrantados, porque nos identifica com Cristo.
A obra da Regeneração pelo Espírito Santo dá-nos a certeza de que a natureza divina é comunicada a nós pelo Espírito Santo, e que essa natureza vai assumindo controle sobre a sua natureza humana.
“Mas, quando apareceu a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens, não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante a lavagem da regeneração e da renovação pelo Espírito Santo; que Ele derramou ricamente sobre nós, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, a fim de que, justificados por Sua graça, sejamos feitos Seus herdeiros segundo a esperança da vida eterna”. Tito 3
Essa nova condição espiritual é contagiante e não pode ser retida ou estagnada. Como um Rio, ela é fluída, como Vento ela se move, e, por isso, é renovada e renovadora. Vai sempre em direção à nossa própria transformação, e da transformação daqueles com quem nos relacionamos,
porque ilumina o entendimento deles assim como o nosso foi iluminado. É uma natureza que não se conforma mais com as imposições do pecado sobre a criação e, especialmente, sobre o homem. Essa natureza, assim como Cristo é uma natureza doadora, que quer encher mais do que quer ser cheio, cuidar mais do que ser cuidado, dar mais do que receber. É como um Rio de Águas Vivas cujas águas nunca faltam.
“O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente, e o último Adão – Cristo, espírito vivificante. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial”. I Coríntios 15 “Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as coisas que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo Seu Espírito. O Espírito penetra todas as coisas, até mesmo as profundezas de Deus. Assim ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus”. I Coríntios 2
“Em verdade, em verdade, te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne, é carne, mas o que é nascido do Espírito, é espírito. Não te maravilhes de eu te dizer: Necessário vos é nascer de novo”. João 3
“Pois se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis, porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois não recebestes o espírito de escravidão para viverdes novamente atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai! O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, logo somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados.” Romanos 8
2. O MINISTÉRIO DA RECONCILIAÇÃO.
Através do Ministério do Espírito Santo somos “re-conciliados” com Deus. Somos levados ao conhecimento do que o Concílio da Trindade determinou a respeito de todas as coisas. Somos introduzidos nesse Concílio, para andarmos em harmonia com essa Vontade, de acordo com esse Plano. Pela ação do Espírito Santo em nós, a nossa vontade passa a ser conciliada com a Vontade de Deus. Temos prazer na Sua
Vontade porque ela não é estranha a nós. Não é uma vontade imposta de fora para dentro, mas uma vontade que flui, pelo movimento do Espírito, de dentro para fora.
Conselheiro é um dos nomes pelo qual as pessoas da Trindade são chamadas. O Filho é chamado de Conselheiro em Isaias 9, e o Espírito Santo é chamado de Conselheiro em João 14. Esse nome fala da natureza de Deus e de Seus atributos. Conselheiro é a condição daquele que, juntamente com “outros” Conselheiros, formam um Conselho que, no pleno exercício de suas atribuições, planeja, decide, delibera sobre alguém ou alguma coisa sob sua autoridade. Não se trata da atividade de alguém que dá conselhos, mas da condição de Quem faz parte de um Conselho. O apóstolo Paulo esclarece sobre a natureza desse nome, quando diz que Deus decidiu tudo segundo o “exclusivo” Conselho da Sua Vontade. O plano de Deus foi estabelecido no Conselho da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Ninguém mais participou desse Conselho, ou pode acrescentar algo a que esse Conselho já tenha decidido.
Efésios 1 – “Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o exclusivo Conselho da Sua Vontade”.
Romanos 11 – “Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os Seus juízos, e inescrutáveis os Seus caminhos! Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Quem primeiro Lhe deu, para que Ele o recompense? Pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre! Amém”.
Há uma Vontade determinada, há um Plano estabelecido, e só há três Conselheiros que conhecem esse plano e que discernem essa vontade. Esse é o mistério de Deus oculto, guardado em Cristo, um dos conselheiros, e que é revelado e transmitido pelo Espírito Santo, outro dos três conselheiros. Pecado é achar que o homem pode discernir um plano e uma vontade próprios, e que isso será aceito pelo Conselho da Trindade. Não que a Trindade se sentiria ofendida em que tenhamos nossos próprios planos, mas é porque seria um absurdo, uma estupidez, uma insensatez pensar que seríamos capazes de pensar algo bom que tivesse “escapado” ao Conselho da Trindade. Independentemente da ideia ser certa ou errada ela é, em si, descabida e sem propósito porque é segundo uma presunção de alguém que pensa por si e não em conselho.
Qualquer vontade que emana de nós mesmos está condenada à morte, porque não é segundo o Conselho de Deus; é o fruto podre de um espírito autônomo e não do Espírito Santo de Deus, que é o Espírito de Comunhão – Espírito Conselheiro. Santo porque não é independente, isolado, mas é o Espírito Comum da Família de Deus. De tal modo que, a morte não é o castigo do pecado, mas a sua justa recompensa, o seu salário. Todos os que pensam de forma autônoma sugerindo que o Conselho de Deus não é absoluto, terá como resultado da sua independência a morte. O caminho daqueles que seguem seus próprios conselhos, ou os conselhos dos que não querem conhecer a Deus, leva à morte. Uma vez que fomos gerados de novo, a partir de uma nova semente, a semente da Palavra de Deus, somos então guiados pelo Espírito Conselheiro. O Espírito Santo sopra em nós e nos comunica o conhecimento de Deus, e assim somos em Cristo introduzidos no Exclusivo Conselho de Deus. Não andamos mais segundo nossos impulsos e sentimentos, mas somos guiados pelo vento que sopra do interior de Deus, Sua Voz, que diz: Luz! Nossos caminhos não são os caminhos de quem está perdido, ou de quem caminha nas trevas. Não são mais os caminhos da cobiça e da vaidade. Nossos caminhos, agora, são os caminhos de quem conhece o Amor de Deus e o que esse Amor quer gerar através de nós. O que nos orienta não são mais as nossas necessidades e desejos, mas a nossa consciência de quem somos em Cristo e de qual é o propósito eterno do Conselho Divino para nós. Não resistimos mais à Sua vontade, porque ela é, também, a nossa vontade.
“Quem afirma estar na luz mas odeia seu irmão, continua nas trevas. Quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço. Mas quem odeia seu irmão está nas trevas e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas o cegaram”. I João 2
“Amados, amemo-nos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele.Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor está aperfeiçoado em nós. Sabemos que permanecemos nele, e ele em nós, porque ele nos deu do seu Espírito. E vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho para ser o Salvador do
mundo. Se alguém confessa publicamente que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus. Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele”. I João 4
Uma vez que somos filhos de Deus, o Espírito Santo nos revelará o Conselho Eterno de Deus, porque só os que são nascidos de Deus e comungam a Sua Natureza podem ter parte nesse Conselho. Porque somos um com Cristo, e temos o Seu Espírito, o Espírito de Deus, o Espírito Santo, nós estamos com Ele nesse Conselho. Sendo assim, não somos mais guiados pela nossa própria vontade, nem por qualquer outra vontade. O Reino de Deus veio sobre nós e Sua Vontade se fará em nós e através de nós, assim como ela foi estabelecida nos céus, no Conselho de Deus. Nós entramos na intimidade de Deus, com toda a ousadia e inteira certeza de Fé, para que possamos conhecer qual é a Vontade Eterna de Deus, e viver segundo essa vontade. Não é para que a nossa vontade seja conhecida de Deus, mas para que Sua vontade seja conhecida e manifesta por nós. Através do Ministério do Espírito Santo somos “re-conciliados” com Deus. Somos levados ao conhecimento do que o Concílio da Trindade determinou a respeito de todas as coisas. Somos introduzidos nesse Concílio, para andarmos em harmonia com essa Vontade, de acordo com esse Plano. Pela ação do Espírito Santo em nós, a nossa vontade passa a ser conciliada com a Vontade de Deus. Temos prazer na Sua Vontade porque ela não é estranha a nós. Não é uma vontade imposta de fora para dentro, mas uma vontade que flui, pelo movimento do Espírito, de dentro para fora. Antes, a nossa vontade era contrária à Vontade de Deus porque era concebida em cobiça e vaidade, mas agora ela está “re-conciliada” com Deus porque é gerada no Seu Amor. A nossa condição espiritual está fundamentada à consciência de Reino de Deus e de Seus valores aplicados à vida e aos relacionamentos. Tendo consciência do que era a nossa realidade sem Deus, e do que Ele nos concedeu em Cristo, fazendo-nos Seus filhos, nos tornamos embaixadores do Seu amor, graça e perdão; querendo amar como Ele amou e perdoar como Ele perdoou.
Efésios 5 – “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados, e andai em amor, como Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por vós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”. Sabemos que o nosso pecado já não nos separa da Sua intimidade, pois fomos reconciliados com Ele pela atribuição das virtudes de Cristo a nós. Somos guiados por uma nova mente, a de Cristo. Nossa percepção da vida e das pessoas já não é mais conforme nossa vaidade e cobiça, mas segundo o amor de Jesus. Já não há mais lugar para a amargura, como se a vida ou as pessoas nos
devessem alguma coisa. Nós é que somos devedores do amor que nos alcançou e transformou. Somos ministros de uma nova forma de entendimento, em que todas as nossas expectativas estão colocadas em Deus e, por isso, temos sempre esperança de que pessoas e realidades podem ser transformadas, por mais que as evidências sejam contrárias ou desfavoráveis. II Coríntios 5 – “Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram. E Ele morreu por todos, para que os que agora vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por morreu e ressurgiu. Assim que, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne... E tudo isso provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, e nos confiou a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamos-vos da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus”. Uma vez reconciliados com Deus pela ação do Seu Espírito em nós, nos tornamos capazes de ver o que ainda é invisível, esperando com toda disposição e convicção pelo o que está prometido. Em nosso entendimento transformado, passamos a ver as pessoas pela perspectiva do que Deus já fez por elas e que é suficiente para transformá-las em novas criaturas, e não na expectativa do que elas podem fazer por Ele. Estamos prontos a esperar contra a esperança, pois cremos naquele que chama as coisas que ainda não são como se já fossem. Vivemos segundo um novo conselho (concílio), de modo que não andamos mais pelos nossos sentimentos e impressões, mas segundo o que já está revelado em nosso coração, pela ação do Espírito Santo. Os segredos do coração de Deus não estão mais ocultos de nós, mas em nós. Somos manifestação visível das virtudes da Sua identidade, quando amamos como Ele amou.
Hebreus 11 – “Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem. Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus, de modo que o visível não foi feito do que se vê”.
3. O MINISTÉRIO DA REVELAÇÃO.
A manifestação visível da presença e direção do Espírito Santo é Amor de Deus. A garantia da Verdadeira Espiritualidade é o Espírito Santo, e o Amor a sua principal evidência.
Somos guiados pelo mesmo Espírito que guiava Jesus, que revelava a Ele todos os desígnios do Pai, testificando ser Ele o Filho amado de Deus. O mesmo que nos ensina as mesmas coisas e nos revela a mente de Cristo
O Espírito Santo é o selo da nossa identidade e natureza espirituais. Somos espirituais porque temos o Espírito Santo em nós. Não temos o Espírito porque somos espirituais, como se a presença do Espírito fosse o resultado de esforços espirituais. Só podemos ser espirituais e agir como espirituais se formos guiados pelo Espírito Santo. É Ele quem autentica a nossa relação com Deus, porque testifica em nós a respeito da nossa identidade em Cristo. Tudo o que Cristo Jesus realizou para nos garantir acesso à intimidade do Pai, tem a garantia, a chancela, o selo do Espírito Santo. Os filhos são guiados pelo mesmo Espírito que guiou o Filho Jesus Cristo. A manifestação visível da presença e direção do Espírito Santo é Amor de Deus. A garantia da Verdadeira Espiritualidade é o Espírito Santo, e o Amor a sua principal evidência. Efésios 1 – “É também n’Ele que vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação. Tendo nele crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é penhor da nossa herança, para redenção da propriedade de Deus, em louvor da Sua glória”. Gálatas 5 – “Digo, porém: Andai no Espírito, e não satisfareis à concupiscência da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito o que é contrário à carne. Estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei... O fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”. O homem natural avalia tudo pela aparência, e não pela sua essência e, por isso, pensa que a espiritualidade está condicionada aos dons espirituais. Os dons do Espírito são para o desempenho do
serviço e são irrevogáveis, ou seja, uma vez concedidos não são retirados. A legitimidade dos dons e do seu uso é o amor. Sem amor podem corromper em lugar de edificar, pois dão uma falsa sensação de espiritualidade. O caminho mais excelente a Verdadeira Espiritualidade é o amor. Romanos 11 – “Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”. I Coríntios 13 – “... e não tivesse amor nada disso me aproveitaria”.
Na medida em que somos guiados pelo Espírito Santo, cresce em nós a certeza e convicção de que a natureza de Cristo está sendo formada em nós. O plano eterno de Deus é que sejamos da estatura do Seu unigênito, de modo que Ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Ele está nos conduzindo à perfeição, e fará isso para nos apresentar santos e irrepreensíveis diante do Pai. Colossenses 1 – “A eles Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste ministério entre os gentios, que é Cristo em vós a esperança da glória”.
Efésios 4 – “E Ele mesmo Deus uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do ministério, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não sejamos mais meninos”... A Aliança de Deus conosco firmada em Cristo foi para nos garantir o legado do Espírito Santo. Uma vez cumpridos os termos da Aliança através da Obra Redentora de Cristo, o Espírito Santo foi derramado abundantemente sobre nós, os Seus filhos. Ele está conosco, e em nós, para sempre, e nos ensina sobre todas as coisas. Assim, não estamos na dependência de aprender de alguém, mas podemos aprender diretamente com Ele através da Sua Palavra. Assim, nos dedicamos a ensinar uns aos outros pela oportunidade – o privilégio, de servirmos uns aos outros, e não mais pela necessidade. A graça de compartilhar do que temos recebido – a natureza do amor, que é dar. João 14 – “Se me amais, guardareis os meus mandamentos. Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que esteja sempre com vocês, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece. Mas vocês o conhecem, pois habita com vocês, e estará em vocês... Mas o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”.
Hebreus 8 – “Esta é a Aliança que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz o Senhor. Porei as minhas leis no seu entendimento, e em seu coração as escreverei. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. E não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece o Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior”.
I João 2 – “Mas vós tendes a unção que vem do Santo, e sabeis tudo. Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade... E a unção, que vós recebestes d’Ele, fica em vós, e não tendes necessidade de alguém vos ensine. Mas como a unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim n’Ele permanecei”. Tudo o que Deus fez em Cristo, foi para viabilizar essa mesma unção e condição aos que creem Nele. Somos guiados pelo mesmo Espírito que guiava Jesus, que revelava a Ele todos os desígnios do Pai, testificando ser Ele o Filho amado de Deus. O mesmo que nos ensina as mesmas coisas e nos revela a mente de Cristo.
I Coríntios 2 – “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, pois lhe parecem loucura, e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem a tudo, e ele de ninguém é discernido. Pois quem conheceu a mente do Senhor, para que o possa instruir? Mas nós temos a mente de Cristo”.
Colossenses 2 – “Combato para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus – Cristo, em quem estão ocultos todos os mistérios da sabedoria e da ciência”.
4. O MINISTÉRIO DA REDENÇÃO.
A Verdadeira Espiritualidade é desenvolvida na comunhão com o Pai, o Filho, o Espírito Santo e a Igreja, e manifesta aos que ainda estão de fora, para que vendo o nosso amor, creiam e sejam salvos.
II Coríntios 3 – “Ora, o Senhor é o Espírito, e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletindo a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”. Gálatas 5 – “Cristo nos libertou para que sejamos verdadeiramente livres. Estai, pois, firmes e não vos torneis a colocar-vos debaixo do jugo da escravidão”. O Ministério do Espírito Santo na vida dos filhos de Deus implica e garante Plena, Absoluta e Verdadeira Liberdade. Não estamos mais sujeitos a qualquer forma de dominação humana ou espiritual, nem tampouco, sujeitos a leis e dogmas de natureza meramente “religiosa”. A verdadeira religião, para os que são guiados pelo Espírito Santo é o amor, expresso no cuidado por aqueles que podem ser abençoados através de nós. O juiz absoluto da nossa consciência é a paz de Cristo. Colossenses 2 – “Se estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, como: não toques, não proves, não manuseies? Todas estas coisas estão fadadas ao desaparecimento pelo uso, porque são baseadas em preceitos e ensinamentos de homens. Têm, na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne”. I João 3 – “Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus, e qualquer coisa que lhe pedirmos, d’Ele a receberemos, porque guardamos o Seus mandamentos, e fazemos o que lhe é agradável”. Romanos 14 – “Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. bem-aventurado o homem que não se condena naquilo que aprova”. O desejo maior e incontido dos que são guiados pelo Espírito Santo é de se assemelharem a Cristo e de não colocarem qualquer forma de empecilho à manifestação de Suas virtudes através deles. É deixarmos as vestes (hábitos) do velho homem, e nos vestirmos das vestiduras de Cristo.
Gálatas 5 – “Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, porém, a liberdade para dar ocasião à carne; mas servi-vos uns aos outros pelo amor”.
I Pedro 2 – “Como livres, e não tendo a liberdade por pretexto da malícia”.
A espiritualidade genuína não pode ser alcançada por um conjunto de normas, mas pela disposição sincera dos corações. É tudo o que Deus quer de nós, que o busquemos de todo o coração. A Verdadeira Espiritualidade é desenvolvida na comunhão com o Pai, o Filho, o Espírito Santo e a Igreja, e manifesta aos que ainda estão de fora, para que vendo o nosso amor, creiam e sejam salvos. Na medida em que nos esvaziamos de nós mesmos, e nos lançamos na direção de ser benção para os outros, vamos sendo cheios e enchendo uns aos outros com o Espírito de Deus. Efésios 5 – “Enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, dando sempre graças por tudo ao nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros em amor”.
Colossenses 3 – “A Palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com gratidão em vossos corações. E tudo o que fizerdes por palavras ou por obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai”. O que caracteriza a Congregação dos que são guiados pelo Espírito Santo é a Comunhão dos irmãos com o Seu Pai, mais do que o culto à divindade. Onde Deus é celebrado mais por Sua Natureza Paterna do que pelo Seu Poder Divino. O Espírito remove o medo dos corações e todos declaram juntos: Aba Pai! Celebra-se entre os irmãos a liberdade de sermos Família de Deus.
Lucas 11 – “...quanto mais o Pai Celestial dará o Espírito Santo àqueles que o pedirem?”
REFLEXÃO EM GRUPO: 1- Como um homem pode pecar fazendo a coisa certa? Qual o propósito do Espírito Santo na vida do pecador? 2- Como se dá a obra de regeneração pelo Espírito Santo? 3- Uma vez reconciliados com Deus pela ação do Espírito Santo, o que é transformado em nós? 4- Qual a diferença entre o ministério de revelação do Espírito Santo e a adivinhação? 5- O que o Espírito Santo faz por nós na aplicação da redenção? Qual a relação entre redenção, liberdade e comunhão?
6- Em que está fundamentada a nossa condição espiritual?

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