O filósofo e historiador José Carlos Reis aborda na obra o esforço da História em se afirmar enquanto Ciência e se desvencilhar de vez da Filosofia.
A obra A História entre a Filosofia e a Ciência do historiador José Carlos Reis, norteia de forma clara e objetiva, - sem abrir mão do rigor metodológico, os percursos e percalços da História a fim de se afirmar enquanto ciência. A própria definição de ciência ou do que é conhecimento científico é abordado na obra. Qual, por exemplo, é o conceito de Ciência dos Annales ou da História positivista de Ranke ou ainda do modelo estruturalista marxista? José Carlos Reis se propõe a responder essa questão. O surgimento de uma "consciência histórica" no século XIX fez com que os métodos de produção do conhecimento histórico anteriores fosses questionados.
Nos sete capítulos nos quais estão organizados a fundamentação de seus argumentos, José Carlos Reis, discorre sobre a escola, metódica, dita "positivista", o historicismo de Dilthey e Aron, a abordagem marxista, o programa da escola dos Annales, e, por fim, a legitimidade intelectual da História.
Reis introduz a obra fazendo um levantamento histórico das concepções de História percebidas pelos principais pensadores do século XVIII e XIX. Ele coloca que a consciência histórica mancipou-se do idealismo e abraçou a ciência. Temos, então, segundo Reis, uma criação, a partir do século XIX, de uma historia científica. rejeita-se, então, os modelos metafísicos e filosóficos anteriores. Tem-se agora o "conhecimento positivo". E esse espírito positivo, até então sustentado principalmente pela filosofia hegeliana é duramente combatido pelos historiadores ditos positivistas.
Esse método dito positivo estava fundamentado nas relações de causa e efeito que norteira as ciências naturais. Logo aquilo que não pode ser apreendido pelos sentidos deve ser desprezado na reconstituição do fato histórico. Essa época de rejeição aos modelos metafísicos, e de o surgimento de uma cultura histórica, é considerada a época do historicismo.
Para Reis, "o historicismo é a rejeição radical das filosofias da história iluminista e hegeliana: rejeição do sistema, da história universal, da razão que governa o mundo, do progresso".


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